quinta-feira, 25 de julho de 2013

Unboxing

Harry Potter e o último livro da série Como Treinar o Seu Dragão :)




Então, gente, resolvi gravar esse vídeo pra mostrar a coleção, perdoem os erros e a voz estranha, eu tinha acabado de acordar. Eu tentei mostrar os livros por dentro também, para vocês verem as ilustrações, porque eu acho o máximo! Acho que ainda vou fazer uma resenha sobre os livros de Harry Potter aqui, e também sobre a coleção de Como Treinar o Seu Dragão. É isso, galera, obrigada pela paciência.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Neil Gaiman

Coraline

    Olá, pessoas! Vou tentar fazer uma resenha da obra do Neil Gaiman e espero, do fundo do meu coração, que dê certo. O meu interesse por esse livro veio da animação que fizeram dele. Achei o filme fantástico, e não poderia ser diferente, ele é todo feito em Stop motion e os personagens são feitos de massinha! O cenário é muito bem elaborado, e realmente traz o clima sombrio da história. Quem gosta das produções de Tim Burton, com certeza irá gostar desse filme. A animação é bem fiel ao livro, então pra quem não é fã de literatura, fica a indicação do filme.
  Coraline possui um comportamento típico de crianças que procuram chamar atenção, é hiperativa e está sempre querendo se diferenciar. Em muitos momentos vemos a falta de paciência de seus pais com ela. O pais de Coraline são bastante comprometidos com seus respectivos trabalhos, e acabam negligenciando a própria filha.
    A história começa quando a família resolve se mudar para um antigo casarão, que se encontra próximo a uma floresta.  A casa é divida em apartamentos, portanto existem outras pessoas a habitando. Os vizinhos de Coraline são bastante excêntricos e ela acaba descobrindo isso de forma bem abrupta. Um dos apartamentos é ocupado por duas senhoras, que já foram grandes acrobatas, vivem das lembranças do passado glorioso e, por isso, não conseguem seguir em frente, essas duas são a primeira representação da vaidade na obra. O outro apartamento é ocupado por um senhor que deseja criar um circo apenas de ratos, e passa os dias dentro de casa procurando meios de treinar os roedores, ele é a segunda representação da vaidade. 
    Devido a falta de atenção em casa, Coraline passa a explorar os arredores do casarão, e após conhecer os vizinhos, passa a vasculhar a floresta. Ao anoitecer, Coraline retorna para o jantar e se depara com a comida nada saborosa que seu pai preparou. Após a refeição, ela se dirige para o quarto, que também não a agrada, e adormece. Na manhã seguinte, a menina percebe, tristemente, que está chovendo e que seu plano de explorar a floresta, não poderá se concretizar. Percebendo a inquietude da filha, o pai de Coraline sugere uma exploração dentro da própria casa, e ela acata a sugestão.
   Após muito tempo anotando tudo que encontra na casa, vistoriando tudo que pode ser vistoriado, Coraline descobre uma porta, e essa porta se encontra fechada. A menina vai até a mãe e pede para que ela abra a porta, mas para sua decepção, a única coisa que encontra é uma parede de tijolos. Essa surpresa, nada agradável, deixa Coraline muito curiosa, e um dia, quando os pais não estão em casa, ela vai até a porta e a abre novamente, mas, dessa vez, há uma passagem atrás da mesma.
   Quando ela atravessa a passagem, se depara com sua própria casa, porém, muito mais agradável visualmente. Nesse local, Coraline também encontra Outra Mãe e Outro Pai, que são muito parecidos com seus verdadeiros pais, exceto pelo fato de terem botões no lugar dos olhos. Tudo nesse local é melhorado, a comida é mais gostosa, o quarto de Coraline é mais bonito, os vizinhos são mais atraentes, e os pais lhe dão mais atenção, a vida é a utopia que ela tanto queria. Toda essa beleza criada pela Outra Mãe é mais uma representação da vaidade, que procura conquistar o amor de Coraline através dessa combinação de qualidades visuais.
    A menina fica encantada com tudo que encontra, porém, logo ela descobre que as coisas não são tão simples quanto parecem. A Outra Mãe logo propõe a estadia permanente de Coraline, e diz que se ela aceitar a proposta, tudo que terá que fazer é costurar botões no lugar dos olhos, a partir desse momento, tudo que a menina deseja é retornar para sua casa real. Mas ela vai perceber que seu envolvimento com o mundo da Outra Mãe já foi o suficiente para desestabilizar sua antiga vida, e ela vai precisar se esforçar ao máximo para a recuperar. 
    No fim das contas, Coraline percebe a importância de sua real família em sua vida, e a prefere, abrindo mão de uma vida em que todos seus desejos seriam realizados pela Outra Mãe. O fim do livro remete à obra do filósofo Matias Aires, Reflexões Sobre a Vaidade dos Homens, escrito em 1752. Matias dizia que o excesso de amor próprio, é a vaidade, e só o que se opõe a vaidade, é o amor pelo próximo. O amor resultante da vaidade, seria o amor medíocre, e o amor real, conquistado, seria o amor sublime. E é esse amor sublime que Coraline tem pelos pais, que se torna sua arma contra o amor medíocre da Outra Mãe.

                      ''Quando você tem medo e faz mesmo assim, isso é coragem.'' Coraline

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Jostein Gaarde

O Mundo de Sofia

Romance da história da filosofia

   Olá, pessoas! Como vocês devem ter notado, o nome do meu blog é quase um plágio do nome desse livro, porque essa obra modificou bastante a minha visão de mundo e também a minha forma de encarar a filosofia. Apesar do livro utilizar diversos fatos históricos para contar a história da filosofia, não é necessário ter um profundo interesse nesse assunto, pois o autor une esses fatos históricos com a ficção da obra. Essa união gerou um livro incrível, que trás registros da primeira reflexão filosófica até o existencialismo.
   O livro é bastante complexo, então vamos por partes, primeiro, vamos conhecer Sofia:
  • Sofia Amundsen
   Sofia tem 14 anos e está perto de completar seus 15. Seu pai é capitão de um navio petroleiro e não aparece na obra, pois em suas viagens, costuma ficar bastante tempo afastado. Sofia mora com a mãe e com seus diversos animais de estimação, que são, de certa forma, uma maneira de compensar a ausência do pai. Devido à sua capacidade de se virar sozinha na maioria das vezes, já que seu pai não se encontra e sua mãe trabalha, Sofia possui uma maturidade mais desenvolvida do que a das meninas da sua idade.

   Uma coisa muito importante em relação a Sofia é sua idade. Esse se mostra um fator muito importante no decorrer da história. Muitos sabem que os 15 anos significam mudança, e a festa é um rito de passagem. Durante todo o livro, o evento mais esperado é a festa de 15 anos de Sofia, onde se dará o desfecho da história. 
   A história começa quando Sofia passa a receber cartas que fazem parte de um curso de filosofia por correspondência, porém, ela não conhece o remetente dessas cartas. Conforme o curso vai evoluindo, o professor vai se identificando cada vez mais, até que o Sofia finalmente o conhece, seu nome é Alberto Knox.
  • Alberto Knox
   Alberto é um homem de meia-idade, extremamente intelectualizado, que torna-se professor de filosofia de Sofia. Ele tem a capacidade de ensinar o conteúdo com exemplos acessíveis que estimulam as reflexões, não só de Sofia, mas também do leitor. As aulas de Alberto são dinâmicas e quase sempre envolvem exemplos práticos que familiarizam aspectos atuais com a época de cada pensamento estudado.

    Durante o curso, Sofia não recebe apenas cartas de Alberto, mas também cartões postais endereçados à Hilde Møller Knag, uma jovem que compartilha bastantes características com Sofia, e que também está para completar 15 anos de idade. Esses cartões também vão se tornando cada vez mais complexos e Hilde torna-se uma personagem cada vez mais íntima da protagonista
  •  Hilde Møller Knag
    Hilde tem 14 anos e irá completar 15 exatamente no mesmo dia que Sofia, e apesar das diferenças físicas, ambas são bem parecidas psicologicamente. Em vários momentos, aparecem indícios de que uma é o reflexo da outra, como se houvesse uma dependência entre a existência de ambas.

    Assim como Alberto Knox vai se revelando com o tempo, o rementente das cartas endereçadas à Hilde, também. As cartas são escritas pelo pai de Hilde, e seu nome é Albert Knag, e ele conhece Sofia e Alberto melhor do que os dois imaginam.
  • Albert Knag
    Albert é um major de uma unidade das forças de manutenção da paz da ONU no Líbano. O nome extremamente semelhante ao nome do professor de Sofia, Alberto Knox, não é apenas uma coincidência e isso torna-se cada vez mais aparente com o decorrer da história. Outro personagem que se assemelha a Albert é o pai de Sofia, ambos estão fisicamente ausentes nas vidas das filhas.

    Com o decorrer da história, a intromissão de Albert na vida de Sofia e Alberto torna-se cada vez mais frequente, até que essa instromissão torna-se uma espécie de controle de suas atividades. Hilde passa a ser cada vez mais citada e Sofia começa a interessar-se cada vez por ela e por suas semelhanças. Albert muitas vezes é citado como uma espécie de Deus, capaz de controlar a existência de Albert e Sofia, sem nunca aparecer fisicamente.
    Alberto muitas vezes se insere em contextos históricos para explicar o conteúdo para Sofia. E muitas vezes Albert se insere na história de Alberto e Sofia para chegar até Hilde. Essa situação torna-se cada vez mais frequente e a impressão de estar lendo um livro dentro de outro torna-se cada vez mais real. Todas as intromissões de Albert, aulas de Alberto e questionamentos de Sophia, resultam na questão do existencialismo.
    Muitas vezes você se questiona até que ponto aqueles personagens realmente existem, e em alguns momentos, você questiona sua própria existência. O livro tem o intuito de acordar o leitor para sua existência, assim como Alberto e Sofia fizeram, apesar do controle de Albert em sua vida. Existe uma frase de Sartre que sintetiza muito bem a ideia principal do livro: ''Não somos aquilo que fizeram de nós, mas o que fazemos com o que fizeram de nós''.
     Sua existência, sua essência e seu ser, dependem só de você. Você decide como vai usar sua liberdade e se vai usá-la ao seu favor. Nós somos os únicos seres que possuem a consciência da própria existência, nós a controlamos, fazemos das nossa vida aquilo que queremos. Devemos aprender a lidar com as consequências de nossa existência, e mais ainda com as consequências da nossa liberdade. Ser livre não significa ter o que quiser, viver como quiser, ser livre é viver de escolhas, e escolhas remetem ao fracasso, e é claro, a realizações. Não somos livres de ser livres.

 “Ao tomar uma decisão, percebo com angústia que nada me impede de voltar atrás. Minha liberdade é o único fundamento dos valores.”  Jean-Paul Sartre

segunda-feira, 15 de julho de 2013

George Orwell

1984

   Então, galera, acho que esse é o livro que eu mais forço no meio dos meus amigos, eu insisto muito pra eles lerem, porque é incrível. Vou tentar escrever sobre a obra e isso vai ser difícil, então se a resenha ficar ruim, por favor, desconsiderem, leiam o livro mesmo assim, vocês não vão se arrepender. 
   O cenário de 1984 é uma distopia, que é basicamente uma antiutopia, e o sistema de governo, claro, é o totalitarismo. O mundo é dividido em três megablocos: Oceania, Eurásia e Lestásia, e esses blocos estão em constante conflito. Na sociedade criada por Orwell, os personagens não possuem relações interpessoais profundas, e vivem isolados. Alguns personagens possuem família e moram com as mesmas, porém, não existe um laço afetivo verdadeiro entre os membros e por isso a relação não tem real importância.
   Em todas as residências existe uma Teletela, que é uma aparelho capaz de captar todos os movimentos e sons dos cidadãos, essa é uma forma que o Estado encontra de vigiar e controlar sua população. A única camada que não possui Teletela é a prole, onde só se encontram cidadãos de baixo nível cultural e rendimento, aparentemente, o Estado despreza tanto essa classe social que acha desnecessário vigiá-los.
    Como todo sistema totalitário, existe uma figura forte que os cidadãos temem e respeitam, e no caso dos moradores da Oceania, que é o megabloco onde a história ocorre, é o Grande Irmão (Big Brother). O Grande Irmão é uma figura expressiva, um rosto difícil de se esquecer, mas que nunca aparece fisicamente, e apesar de todos os moradores da Oceania acredidarem piamente no Grande Irmão, o leitor muitas vezes questiona sua existência. Grande Irmão é o Tio Sam da Oceania, uma figura que personifica o Estado.
    Nesse livro vemos características que foram citadas posteriormente no livro de Michel Foucault, Vigiar e Punir, que mostra como as classes opressoras procuram manter a disciplina nas classes oprimidas, criando um sistema em que o oprimido não tenha a mínima intenção de se rebelar. Para que esse sistema funcione é necessário que o Estado tenha mecanismos para controlar ao máximo os oprimidos, e é aí que se encaixam dois termos que Orwell criou: Duplipensar e Novilíngua. 
    Duplipensar é o ato de aceitar duas ideias completamente opostas como verdade, dessa forma o governo pode se utilizar de qualquer mecanismo, mesmo que contraditório, para se manter no seu patamar elevado. Em 1984, o Estado controla o passado, o presente e o futuro utilizando esse mecanismo. Em um trecho do livro esse controle se mostra bem claro: a Oceania se encontra em guerra com outro megabloco, a Lestásia, e de uma hora para a outra, é anunciado que a guerra, na verdade, é contra a Eurásia e sempre foi contra a Eurásia, e que a Lestásia é um bloco aliado. Nesse momento, todos os documentos que um dia mostraram que a Oceania e a Lestásia estavam em conflito, são destruídos, junto com os documentos que mostram que a Eurásia já foi aliada.
    Esse procedimento ocorre várias vezes, a massa segue seu fluxo e, automaticamente, todo ódio que a população da Oceania tinha pela Lestásia é transmitido para Eurásia. Isso mostra a manipulação sofrida pela sociedade. Para evitar que os cidadãos comecem a criar uma opinião crítica e comecem a notar as falhas do Estado, o governo desenvolveu a Novilíngua, que nada mais é do que a língua original reduzida. Ao reduzir o acervo de palavras, se reduz também a capacidade de formar ideias complexas e completas, e dessa forma, os riscos de uma rebelião se tornam cada vez escassos.
    Mas como em toda sociedade, existem aqueles que não concordam com o sistema vigente ou com parte dele, e não concordar com o sistema, na Oceania, é um crime. Segundo o dicionário da Novilíngua, isso é chamado de Crimideia. A Crimideia é a junção das palavras ''Crime'' e ''Ideia'', ou seja, você ter uma opinião que não condiz com aquilo que o Estado prega como certo, você está comentendo o crime contra o Estado e será severamente punido por esse crime.
    Dentro de todo esse contexto conturbado, existe Winston, um cidadão da Oceania, que leva a vida assim como todos os outros, até que começa a ter pensamentos que se encaixam na denominação de Crimideia. A partir desse momento, Winston passa a viver de forma amendrotada, sempre procurando esconder da melhor maneira possível suas ideias. Ele passa a frequentar o local onde a prole vive, onde não existe vigilância e começa a ter contato com outro contexto. Nesse tempo, ele conhece Júlia, uma cidadã que possui ideias semelhantes às suas, e encontra vestígios de um possível grupo que é contra o Grande Irmão.
    Os encontros dos dois só ocorrem onde a prole vive, e em outros locais onde não existe Teletela, nem qualquer tipo de vigilância. Porém, os dois vão descobrir que o preço que se paga por ter um senso crítico, às vezes é alto demais.
    Na Oceania, eles utilizam um modo bem extremista para eliminar qualquer resquício de uma possível rebelião. Se você quer que um sistema perdure, você não deve matar o precursor da ideia que atinge seu governo, você deve matar a ideia. Dessa forma, qualquer pessoa que cometa uma Crimideia passa por uma severa lavagem cerebral para acreditar que o certo é o que o Grande Irmão prega, e não suas ideias que conflituam com o sistema. Dessa forma, a ideia morre, e o precursor torna-se um cidadão exemplar que vive de acordo com as leis do Estado. 
    Uma coisa que assusta nesse livro, é a semelhança que ele tem com a sociedade em que vivemos, em como, involuntariamente, vivemos com regras que, se tivessemos o mínimo de senso, não concordaríamos. Assim como em 1984, as nossas amarras são muito mais mentais do que físicas.

            "Crime de pensamento não implica morte: crime de pensamento 'é' morte" Winston Smith.

sábado, 13 de julho de 2013

Jorge Amado

Capitães da Areia
  
    Olá, pessoas! Resolvi começar as resenhas por esse livro, já que o li recentemente e a história é maravilhosa. O livro retrata a história de um grupo de crianças abandonadas que vivem em um trapiche, que se situa em frente à praia. O grupo contém jovens de 8 até 16 anos, e eles sobrevivem com o dinheiro do furto que praticam em Salvador.
    Apesar de terem atitudes bastante adultas, conhecerem os prazeres da carne, como é colocado na própria obra, os menores possuem desejos bastante  infantis e mostram que apesar da maneira como vivem, não passam de crianças, e têm os mesmos sonhos que as demais.
   É uma obra fictícia que retrata fielmente a realidade das crianças abandonadas, da vida daqueles que foram excluídos e vivem à margem da sociedade. A opressão que sofrem durante todo o livro é tão intensa, que os próprios jovens acham que são merecedores da mesma. Acreditam que não passam de um bando de ladrões e que o tratamento que recebem condiz com o que são.
   Dentre os personagens do livro, o que mais chamou minha atenção foi Sem-Pernas, um personagem mesquinho e extremamente rancoroso. Sem-Pernas não perde uma oportunidade de debochar dos outros meninos e de suas atividades, o que, na verdade, não passa de uma vontade de ser igual aos outros, de ter um refúgio para a vida que leva.
   Notamos ainda mais a inocência dos personagens quando Dora aparece e torna-se a figura feminina do grupo, todos têm um enorme respeito por ela, e a tratam como se fosse a mãe do grupo. Nessa parte do livro notamos a carência presente em cada um dos meninos, a carência de carinho, atenção e conforto. 
   Uma coisa interessante que notei enquanto lia Capitães da Areia, é a incrível semelhança que essa obra tem com Peter Pan, outro livro que também retrata um grupo de crianças que não possui família. Pedro Bala seria o Peter Pan dos Capitães da Areia, o líder do grupo, aquele em que todos confiam para resolver todos os problemas, a certeza de segurança. Os demais meninos seriam os garotos perdidos, extremamente carentes de uma mãe, de alguém que lhes dê a atenção que tanto necessitam. E a semelhança mais interessante se encontra em Wendy e Dora, aquelas que assumem a figura materna dos grupos, e dão todo o carinho que os meninos tanto desejavam. As duas obras mostram, embora de formas diferentes, a falta que uma estrutura familiar faz para uma criança. Capitães da Areia ainda vai mais longe e mostra a total falta de oportunidade, de atenção e o descaso da sociedade para com os menores abandonados. 
   Jorge Amado não só soube escrever uma linda história que te prende do início ao fim, mas também uma crítica social pesada, que mostra o preconceito com todas as camadas sociais inferiores, da prostituta até o padre que mantém relações com crianças ladras. É um livro que conscientiza e abre os olhos daqueles que ainda fingem não ver a situação dos jovens abandonados do nosso país.  Recomendo esse livro com todas as forças da minha alma, é uma leitura muito proveitosa e que faz você se apaixonar por todos os personagens. Leiam e amem também!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

001

Hey Hey!

    Olá, pessoas! Há muito tempo que venho sendo chata com os outros, querendo compartilhar minhas opiniões sobre livros, ou mesmo filmes, mas poucos têm paciência para prestar atenção, sendo assim resolvi criar um blog, com o intuito de fazer resenhas e compartilhar com vocês meus livros favoritos, ou até os que eu não gostei tanto assim. Lê quem quer, e eu escrevo o que eu quiser, dessa forma, todos saem ganhando, e eu não preciso ficar sendo incoveniente, não é mesmo?
     Espero que esse blog seja proveitoso não só para mim, e que sirva de incentivo para aqueles que querem compartilhar suas opiniões, ou que desejam ler mais livros. Enfim, para quem veio até aqui e leu essa postagem, ficam os meus mais sinceros agradecimentos, e peço para que vocês acompanhem as postagens que virão por aí. Obrigada.