sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Domingos Pellegrini

A Árvore Que Dava Dinheiro

     Ei, pessoal, desculpa a demora, as aulas voltaram e eu ainda estou organizando meu tempo, mas resolvi que estava na hora de escrever uma resenha.  A história desse livro é bastante interessante, e se passa em uma cidadezinha chamada Felicidade.  As propriedades dessa cidade pertencem, quase todas, a um velho sovina. Apesar de todas as suas riquezas, esse senhor vive da forma mais medíocre possível e não possui muitas relações interpessoais. Devido a esses fatores, quando o senhor falece, ninguém sente sua falta e, na realidade, muitos ficam até felizes, pois, como o mesmo não tinha herdeiros, as propriedades passam a pertencer aos moradores.
      Além das propriedades, os habitantes de Felicidade, herdam algumas sementes, também deixadas pelo velho.  A princípio, os moradores não dão muita importância, mas resolvem plantá-las para homenagear o senhor.  Com o passar do tempo, a árvore cresce e, para surpresa de todos, passa a dar dinheiro.  Como era de se esperar, esse acontecido gera uma euforia geral, e muitos deixam de trabalhar. A cidade se acomoda e passa a viver da árvore que nunca deixa de corresponder às expectativas dos moradores.
      Felicidade acaba atraindo a atenção dos turistas, e o local passa a ser mais conhecido e valorizado. Os habitantes acostumam-se cada vez mais com a vida de não fazer absolutamente nada, e a usar sempre o dinheiro da árvore. Os preços sobem absurdamente e a vida vai se tornando mais turbulenta a cada dia. 
      Mas, o que vem fácil, vai fácil, e logo eles descobrem que aquele dinheiro só existe dentro da própria cidade, pois quando se atravessa a ponte que determina o fim de Felicidade, o dinheiro vira pó. Nesse momento o desespero é geral, e a cidade vira um caos, e agora, mais do que nunca, aquelas pessoas precisam dar um jeito de reestabelecer os seus respectivos negócios e tentar amenizar os desastres que se formaram e que estão se formando.
     Toda literatura, quando bem feita, gera reflexões, e essa, em específico, me fez pensar bastante.  É incrível e, ao mesmo tempo, perturbador, pensar em como a cidade se corrompe facilmente com a presença do dinheiro fácil, em como os valores são perdidos. A ganância e a luxúria são características que só vão se agravando no decorrer da obra.  Quanto mais se tem, mais se quer ter.
      Outra coisa que me fez pensar bastante, foi o valor do dinheiro de forma física e psicológica. Afinal, quanto vale aquele pedaço de papel que você tanto valoriza (nos dois sentidos)? Mesmo no sistema monetário, quando se pensa bastante sobre o assunto, se chega a conclusão de que aquilo não possui um valor real, não por si só. Eu gostaria de explicar de melhor forma essa linha de pensamento, mas como me faltam palavras e conceitos, resolvi passar adiante esse vídeo do Leandro Zayd. O vídeo é um  pouco demorado, mas vale a pena assistir:


                                           


     Enfim, mas uma vez peço desculpa pela demora, e agradeço sua paciência de ler mais essa resenha. Beijão.

''Dê o poder ao homem, e descobrirá quem ele realmente é.'' Maquiavel

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