A Árvore Que Dava Dinheiro
Ei, pessoal, desculpa a
demora, as aulas voltaram e eu ainda estou organizando meu tempo, mas resolvi
que estava na hora de escrever uma resenha.
A história desse livro é bastante interessante, e se passa em uma
cidadezinha chamada Felicidade. As
propriedades dessa cidade pertencem, quase todas, a um velho sovina. Apesar de
todas as suas riquezas, esse senhor vive da forma mais medíocre possível e não
possui muitas relações interpessoais. Devido a esses fatores, quando o senhor
falece, ninguém sente sua falta e, na realidade, muitos ficam até felizes,
pois, como o mesmo não tinha herdeiros, as propriedades passam a pertencer aos
moradores.
Além das propriedades, os
habitantes de Felicidade, herdam algumas sementes, também deixadas pelo
velho. A princípio, os moradores não dão
muita importância, mas resolvem plantá-las para homenagear o senhor. Com o passar do tempo, a árvore cresce e,
para surpresa de todos, passa a dar dinheiro.
Como era de se esperar, esse acontecido gera uma euforia geral, e muitos
deixam de trabalhar. A cidade se acomoda e passa a viver da árvore que nunca
deixa de corresponder às expectativas dos moradores.
Felicidade acaba atraindo a
atenção dos turistas, e o local passa a ser mais conhecido e valorizado. Os
habitantes acostumam-se cada vez mais com a vida de não fazer absolutamente
nada, e a usar sempre o dinheiro da árvore. Os preços sobem absurdamente e a
vida vai se tornando mais turbulenta a cada dia.
Mas, o que vem fácil, vai
fácil, e logo eles descobrem que aquele dinheiro só existe dentro da própria
cidade, pois quando se atravessa a ponte que determina o fim de Felicidade, o
dinheiro vira pó. Nesse momento o desespero é geral, e a cidade vira um caos, e
agora, mais do que nunca, aquelas pessoas precisam dar um jeito de
reestabelecer os seus respectivos negócios e tentar amenizar os desastres que
se formaram e que estão se formando.
Toda literatura, quando bem
feita, gera reflexões, e essa, em específico, me fez pensar bastante. É incrível e, ao mesmo tempo, perturbador,
pensar em como a cidade se corrompe facilmente com a presença do dinheiro
fácil, em como os valores são perdidos. A ganância e a luxúria são
características que só vão se agravando no decorrer da obra. Quanto mais se tem, mais se quer ter.
Outra
coisa que me fez pensar bastante, foi o valor do dinheiro de forma física e
psicológica. Afinal, quanto vale aquele pedaço de papel que você tanto valoriza
(nos dois sentidos)? Mesmo no sistema monetário, quando se pensa bastante sobre
o assunto, se chega a conclusão de que aquilo não possui um valor real, não por
si só. Eu gostaria de explicar de melhor forma essa linha de pensamento, mas
como me faltam palavras e conceitos, resolvi passar adiante esse vídeo do
Leandro Zayd. O vídeo é um pouco
demorado, mas vale a pena assistir:
Enfim, mas uma vez peço desculpa pela demora, e agradeço sua
paciência de ler mais essa resenha. Beijão.
''Dê o poder ao homem, e descobrirá quem ele realmente é.'' Maquiavel

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