sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Cressida Cowell

Como Treinar Seu Dragão

    Gente, vou tentar ao máximo não me empolgar escrevendo sobre essa série, juro, mas vai ser complicado. Como Treinar Seu Dragão é uma série de livros infantis, que tem como protagonista Soluço Spantosicus Strondus III. A autora Cressida Cowell escreve como se fosse o protagonista, e os livros fossem seus diários. Soluço faz parte de uma tribo viking composta por brutamontes barbudos e extramente fortes, infelizmente, ele não possui nenhuma dessas características. 
    Soluço só não é o pior aluno do seu treinamento viking, porque existe Perna-de-Peixe que, além de ser vesgo e manco, é o melhor amigo de Soluço. A situação já seria ruim sem a intromissão de Melequento, que faz questão de humilhar Soluço em todas as situações possíveis. 
     Por aí, você já pode perceber que o protagonista não é o herói que estamos acostumados a ver, não que ele não se esforce para isso, porque com certeza ele o faz, afinal, Soluço precisa corresponder as expectativas do pai, que é o LÍDER dessa tribo!
     O personagem nos é apresentado dessa forma no primeiro livro, e desde o inicio, já sentimos uma certa pena dele por não ser aquilo que sua tribo espera que ele seja, afinal, o herdeiro de Stoico, O Imenso, deveria ter, pelo menos, algumas características do pai.
    Mas, como tudo que é ruim, pode piorar, logo no primeiro livro, os guerreiros iniciantes precisam capturar um dragão, que será educado pelos mesmos e se tornará o companheiro de cada aluno no programa de treinamento de Bocão, o responsável por transformar os jovens em viking dignos da tribo dos Hooligans Cabeludos. Durante a captura do dragão, Soluço e Perna-de-Peixe se atrapalham e acabam pegando os dragões mais comuns possíveis, e o de Soluço é, particularmente, muito pequeno. Dessa forma somos apresentados a Banguela, o dragão que, aparentemente, não possui nenhum dente, e assim como seu dono é subestimado por todos. 
    Soluço e Banguela nos provam em cada aventura, em cada livro, que a aparência não significa nada quando se tem coragem e um coração enorme. O livro é cheio de ilustrações, mapas, dragões, animais marinhos gigantes e vilões bizarros, além disso, são citadas várias mitologias nórdicas, e por isso, muitas vezes Odin, Thor e Loki são citados no decorrer da história.
     Apesar de ser um livro infantil, Soluço tem muito a ensinar a todos nós, afinal, quem nunca desmereceu alguém só por causa da forma como ele se parecia/vestia/agia? Soluço mostra que todos nós podemos ser heróis, e que devemos acreditar mais em nós mesmos e nos outros também. Todos temos qualidades, assim como também temos defeitos, e que tudo que precisamos é de uma oportunidade para mostrá-las ao mundo. Mesmo com todas as adversidades, nunca devemos deixar de ser aquilo que somos, porque isso é o que nos faz heroicos.

Mapa do Arquipélago 


''Mas tamanho não é tudo, como sempre digo ao melequento. Mesmos pequenos, sempre devemos lutar por aquilo que consideramos certo. E eu não me refiro à luta com punho ou a espada. Este sempre foi o nosso problema, dos vikings. Eu me refiro ao poder do cérebro, dos pensamentos e dos sonhos.'' Soluço Spantosicus Strondus III - Como Falar Dragonês.


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Domingos Pellegrini

A Árvore Que Dava Dinheiro

     Ei, pessoal, desculpa a demora, as aulas voltaram e eu ainda estou organizando meu tempo, mas resolvi que estava na hora de escrever uma resenha.  A história desse livro é bastante interessante, e se passa em uma cidadezinha chamada Felicidade.  As propriedades dessa cidade pertencem, quase todas, a um velho sovina. Apesar de todas as suas riquezas, esse senhor vive da forma mais medíocre possível e não possui muitas relações interpessoais. Devido a esses fatores, quando o senhor falece, ninguém sente sua falta e, na realidade, muitos ficam até felizes, pois, como o mesmo não tinha herdeiros, as propriedades passam a pertencer aos moradores.
      Além das propriedades, os habitantes de Felicidade, herdam algumas sementes, também deixadas pelo velho.  A princípio, os moradores não dão muita importância, mas resolvem plantá-las para homenagear o senhor.  Com o passar do tempo, a árvore cresce e, para surpresa de todos, passa a dar dinheiro.  Como era de se esperar, esse acontecido gera uma euforia geral, e muitos deixam de trabalhar. A cidade se acomoda e passa a viver da árvore que nunca deixa de corresponder às expectativas dos moradores.
      Felicidade acaba atraindo a atenção dos turistas, e o local passa a ser mais conhecido e valorizado. Os habitantes acostumam-se cada vez mais com a vida de não fazer absolutamente nada, e a usar sempre o dinheiro da árvore. Os preços sobem absurdamente e a vida vai se tornando mais turbulenta a cada dia. 
      Mas, o que vem fácil, vai fácil, e logo eles descobrem que aquele dinheiro só existe dentro da própria cidade, pois quando se atravessa a ponte que determina o fim de Felicidade, o dinheiro vira pó. Nesse momento o desespero é geral, e a cidade vira um caos, e agora, mais do que nunca, aquelas pessoas precisam dar um jeito de reestabelecer os seus respectivos negócios e tentar amenizar os desastres que se formaram e que estão se formando.
     Toda literatura, quando bem feita, gera reflexões, e essa, em específico, me fez pensar bastante.  É incrível e, ao mesmo tempo, perturbador, pensar em como a cidade se corrompe facilmente com a presença do dinheiro fácil, em como os valores são perdidos. A ganância e a luxúria são características que só vão se agravando no decorrer da obra.  Quanto mais se tem, mais se quer ter.
      Outra coisa que me fez pensar bastante, foi o valor do dinheiro de forma física e psicológica. Afinal, quanto vale aquele pedaço de papel que você tanto valoriza (nos dois sentidos)? Mesmo no sistema monetário, quando se pensa bastante sobre o assunto, se chega a conclusão de que aquilo não possui um valor real, não por si só. Eu gostaria de explicar de melhor forma essa linha de pensamento, mas como me faltam palavras e conceitos, resolvi passar adiante esse vídeo do Leandro Zayd. O vídeo é um  pouco demorado, mas vale a pena assistir:


                                           


     Enfim, mas uma vez peço desculpa pela demora, e agradeço sua paciência de ler mais essa resenha. Beijão.

''Dê o poder ao homem, e descobrirá quem ele realmente é.'' Maquiavel